• André Almeida

Dependência química no mercado de trabalho

Atualizado: 28 de Out de 2019

A dependência química é um problema de saúde pública, que gera impacto em diversas áreas da sociedade (segurança, saúde e econômica) além de atingir todas as classes sociais.


A necessidade de buscar constantemente a droga altera a vida do dependente afetando as relações familiar, social e profissional, trazendo para o indivíduo um intenso sofrimento físico e emocional.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 75% dos usuários de drogas estão empregados ou fazem parte do mercado de trabalho formal ou informal.


Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) (2003) revelam que funcionários dependentes de drogas têm três vezes mais, que os não dependentes, a necessidade de tirar licenças médicas e cinco vezes mais, a probabilidade de sofrer ferimentos ou incapacitações resultantes de acidentes de trabalho.


No Brasil, conforme relatório da Agência da ONU para Drogas e Crime (UNODC), o consumo de drogas tem crescido e afastado cada mais vez os brasileiros de suas funções.


O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) divulgou estudo sobre o aumento do número de trabalhadores afastados por causa da dependência de álcool e cocaína. Entre 2009 e 2013, houve um crescimento de mais de 50% nos índices de afastamento de trabalhadores e o maior crescimento foi entre os usuários de cocaína, com 84,6%.



Prejuízos financeiros, como aumento de custos com planos de saúde, baixa produtividade e licenças médicas são alguns dos prejuízos que organizações podem sofrer por causa de colaboradores que possuem algum vício em drogas.


De acordo com Silze Morgado, especialista em dependência química e outras compulsões e coordenadora da Vila Serena, centro de tratamento especializado, em São Paulo, no Brasil ainda atua-se de forma muito pontual na prevenção e no tratamento de trabalhadores dependentes, mas é crescente o número de empresas que buscam implantar ações preventivas e até estabelecer uma política sobre o uso, abuso e dependência química. “Geralmente, o desenvolvimento de programas corporativos é realizado pela área de recursos humanos, que mais prontamente percebe a necessidade e inicia um processo de convencimento junto à liderança”, explica a especialista.

Silze também esclarece que, diferentemente do Brasil, que tem cultura de relacionamento mais aberta, às iniciativas em países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Suíça e Portugal são muito baseadas na redução de danos e completamente distantes do funcionário.



Empresas como Avon, Azaléia, Centauro, Correios, CPTM, INFRAERO, Goodyear, Sabesp, Sesi-RS, Volkswagen já possuem programas de combate a álcool e drogas, e estão obtendo bons resultados, porém muitas empresas não sabem como conduzir um programa de conscientização, prevenção e reinserção de colaboradores em suas organizações. 


A empresa que você trabalha se preocupa com esse tema?

Sua organização conta com algum programa de conscientização, prevenção ou tratamento para os colaboradores que possuem problemas com drogas?

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Abs,

André Almeida

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